No ano de 1999 a cidade vivia uma grande violência no trânsito com alto número de vítimas entre os jovens. A Avenida Alberto Andaló era uma pista de “rachas”.
No dia 07 de setembro, Alexandre, de 23 anos, sofreu um acidente fatal em um dos pontos críticos na Rua Independência com a Avenida Bady Bassit. Sua mãe manifestou-se através da imprensa, conclamando a sociedade para um processo de transformação, dando assim, origem a APATRU:


“Eu, que não aceito a idéia de destino ou de fatalidade, tive que recriar a vida. Meu filho, que se formaria neste ano em Publicidade, teve sua vida arrancada antes mesmo da sua primeira colheita. Um caminhão atravessando no sinal vermelho, partiu o meu filho, partindo também a minha alma. Reconheci o seu corpo nu em um caixote, coberto por jornais, lá no IML. Quis pegá-lo no colo, aquecer o seu corpo e devolver-lhe a vida. Como dói a impotência!
Não posso permitir que o sangue de meu filho tenha se derramado inutilmente. Então, por sua honra, pela sua memória, por todas as mães, por todos os jovens e pela minha consciência de cidadã, tive que recriar a vida.
Foi-se delineando um projeto em minha mente. Amigos se juntaram, cidadãos se agregaram e estamos agora registrando o nascimento da APATRU- Associação Preventiva de Acidentes e de Assistência às Vítimas de Trânsito, um trabalho de conscientização da sociedade para que não perca sua juventude em acidentes."
Daí por diante iniciou-se um processo de retorno através da mídia. No mesmo ano (1999), no dia 08 de Dezembro, morreu no trânsito a jovem Grasielle de 21 anos, nora do professor José Villanova e grande amiga do Alexandre.

Villanova integrou-se ao trabalho, tendo sido o primeiro presidente da APATRU.
Paralelamente, um grupo de voluntários, da Funfarme, do Hospital de Base, do Hospital Austa e extinta Ardef, chocados com o grande número de vítimas, entre os jovens, começaram um trabalho, por iniciativa da psicóloga Elizabete Verona, de conscientização sobre traumatismo raqueo medular, nas escolas do ensino médio. A APATRU tomou conhecimento desse trabalho, através da imprensa, e os convidou para uma ação conjunta, assim nasceu o Programa Municipal de Educação para o Trânsito, que foi apresentado para a sociedade no dia 31/07/2000, no teatro municipal.
A APATRU contou com o apoio logístico da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, com a parceria da Diretoria Regional de Ensino, e da Famerp, para a implementação do Programa Municipal de Educação para o Trânsito, e desde Novembro de 2004 tem convênio com a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, recebendo verba oriunda da fiscalização eletrônica.
Antonia A Silva - Toninha, Fundadora e Administradora da APATRU.