Fonte: www.scielo.br
Maria de Fátima Marinho de SouzaI; Deborah Carvalho MaltaII; Gleice Margarete de Souza ConceiçãoIII; Marta Maria Alves da SilvaIV; Cynthia Gazal-CarvalhoIV; Otaliba Libânio de Morais NetoV
ICoordenação-Geral de Informações e Análise Epidemiológica, Departamento de Análise de Situação de Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Brasília-DF. Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo-SP
IICoordenação-Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Departamento de Análise de Situação de Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Brasília-DF. Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG
IIICoordenação-Geral de Informações e Análise Epidemiológica, Departamento de Análise de Situação de Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Brasília-DF
IVCoordenação-Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Departamento de Análise de Situação de Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Brasília-DF
VDepartamento de Análise de Situação de Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Brasília-DF. Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, Universidade Federal de Goiás, Goiânia-GO
RESUMO:
Este artigo analisou a mortalidade por acidentes de transporte terrestre no Brasil em 2003 e sua tendência de 1980 a 2003. Utilizaram-se os óbitos por acidente de transporte terrestre captados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Para a análise de tendência, adotaram-se taxas padronizadas, tendo, como referência, a população brasileira no ano 2000. Houve 33.182 óbitos em 2003 – 19 óbitos por 100 mil habitantes. Atropelamentos e acidentes com motocicleta cresceram no período estudado, com declínio dos primeiros a partir de 1998 e crescimento dos últimos, principalmente, a partir de 1995. Houve diferencial no risco de mortalidade segundo raça/cor e condição social – escolaridade. Indivíduos pretos associaram-se a pior condição social e mortes por atropelamento, enquanto brancos, a melhor condição social e mortes como ocupantes de veículo. Os resultados reforçam a importância da vigilância de acidentes de transporte no apoio a políticas de promoção da saúde e prevenção desses eventos.