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Estacionar o veículo em lugar proibido é a infração de trânsito mais cometida em Rio Preto entre janeiro e outubro de 2009. No total, 6.550 motoristas foram autuados pela Polícia Militar por cometerem a irregularidade, que representa 28% de todas as multas aplicadas no período: 23.395.
No segundo lugar no ranking das irregularidades ao volante, está o uso de celular na direção, com 3.743 autuações (16%). Depois, aparecem falta de cinto de segurança (2.573 multas ou 11% do total) e licenciamento vencido (1.871 ou 8%). Todas as outras infrações somadas chegam a 8.656 (37%).
No mesmo período do ano passado, a PM aplicou 29.260 multas no trânsito de Rio Preto, ou seja, 5.865 a menos que em 2009. O comando da Polícia Militar não soube explicar o motivo da queda na quantidade de multas, mas afirma que a fiscalização é realizada da mesma forma.
Nas ruas, no entanto, parece que o motorista dirige como se não existissem regras. O Diário permaneceu por 30 minutos no cruzamento das ruas Bernardino de Campos e Marechal Deodoro, um dos locais mais movimentados de Rio Preto.
No período, 85 motoristas cometeram infrações de trânsito. Pela ordem: motociclista dirigia com a viseira levantada (62 casos), falta de cinto de segurança (17), uso de celular (3), avanço de sinal vermelho (2) e dirigir com o braço para fora (1). A média é de quase três infrações por minuto.
O motociclista Marcelo Maia afirma que usa a viseira levantada porque a temperatura em Rio Preto é muito alta. “Falta ar. O calor é demais. Mas é importante usar óculos para se proteger e não ter problema.” A multa é gravíssima para quem não usa a viseira adequadamente. O valor é de R$ 191,54 e rende sete pontos na carteira. O motociclista pode perder o direito de dirigir pelo período de um a três meses.
A reportagem flagrou ontem situações de estacionamento irregular de veículos. Na rua Fritz Jacob, na Boa Vista, um Honda Civic foi deixado por mais de dez minutos em lugar de embarque e desembarque. Nessa situação, a multa é de R$ 85,13. A infração é média e rende quatro pontos. O veículo pode ser removido.
Já na avenida dos Estudantes, na Vila Aeroporto, um Pálio foi parado no meio da calçada e impediu a passagem de pedestres. A multa é grave e resulta na perda de cinco pontos. O valor é de R$ 127,69. O advogado Wanderlei Oliveira Lima afirma que, em sua opinião, o motorista deve ter mais consciência sobre os riscos do trânsito. “Parece que não medem as consequências. A multa é importante para colocar ordem.”
Explicação
O capitão da Polícia Militar Nedson Farley Nobre afirma que todos os policiais em serviço estão aptos a fiscalizar o trânsito e podem autuar infratores e aplicar todas as medidas administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro. “Também existem motocicletas exclusivamente destinadas ao Programa de Policiamento de Trânsito. Os policiais, além da fiscalização de trânsito, se ocupam em atender acidentes, registrar ocorrências e realizar blitze.”
O oficial afirma que o efetivo e as viaturas em uso são definidos pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. “Dentro das atribuições, todos os recursos humanos e materiais são otimizados de modo a levar ao cidadão um serviço com a melhor qualidade possível.”
Valores podem sofrer revisão
O Código de Trânsito Brasileiro, em vigor desde 1997, deve ser reformado em breve. Uma revisão está sendo analisada na Câmara dos Deputados e já foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes. As mudanças prevêem ampliar o valor de multas para infrações como falar ao celular (passaria de R$ 85,13, como é hoje, para R$ 191,54.), ultrapassagem em locais proibidos (de R$ 191,54 para R$ 574,62) e rachas (de 574,62 para R$ 957,70).
Outra alteração prevista é aumentar para dois anos o prazo da permissão para dirigir. Hoje, antes de receber a Carteira Nacional de Habilitação, o motorista fica um ano com uma permissão. Ele só recebe a CNH se não comete infrações.
Um dos pontos mais polêmicos da revisão é a proibição da circulação de motos entre os carros em movimento. Elas só poderiam circular entre as faixas quando os veículos estiverem parados. A proposta já fazia parte do Código instaurado em 1997, mas foi vetada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Para o engenheiro civil especialista em trânsito da Unesp de Guaratinguetá José Bosco Ferreira, as mudanças não devem provocar grande diferença no comportamento dos motoristas. “No início, haverá queda nas infrações. Mas devido à falta de fiscalização e à impunidade, os motoristas deixam de se preocupar. Eles preferem correr o risco.”
Fonte: Diarioweb
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